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Pç. Leopoldino Januário Pereira, 314
Centro - Urucânia-MG - (31) 3876-1300

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Etimologicamente “Urucânia” procede do Tupi-Guarani, “urucu” (ou urucum), [do Tupi] - Fruto de polpa doce de cor avermelhada encontrada em grandes quantidades nessas terras. Os índios faziam da polpa, uma tinta vermelha, com a qual se enfeitavam ou se pintavam antes das batalhas. Atualmente a semente da fruta é usada na culinária em alguns estados do Brasil, como corante para alimentos e na fabricação de bronzeadores. O acréscimo da palavra “cana” se deve ao  cultivo da cana-de-açúcar na região.

Histórico

Os primeiros habitantes dessa cidade chegaram em princípios do séc. XIX, instalando-se no local onde hoje é a sede do município. Por volta de 1869, Francisca Inácia da Incarnação, senhora fervorosamente católica, mandou erguer uma capela e uma casa para abrigar o sacerdote em terreno por ela doado. Na mesma época surgiu o cemitério, construído onde atualmente se encontra a Igreja Matriz.

Além de Dona Francisca, doaram terras para o patrimônio do povoado: José de Assis, Manoel Inácio da Silva, Antônio Bento de Souza, Joana Cláudia, José da Silva e José Justiniano da Fonseca. Essas doações datam de 1862 a 1873. Como era grande a quantidade de urucum nestas terras, o povoado denominou-se Urucu e a capela foi dedicada à Nossa Senhora do Bom Sucesso do Urucu. Em 13 de agosto de 1873, inaugurava-se o povoado, sendo este elevado a Freguesia (povoado atendido por um sacerdote) pela Lei n.º 3.442, de 23 de Setembro de 1887. Em 17 de Outubro de 1889, o povoado foi elevado à Vila e no dia 13 de Setembro de 1891, pela Lei n.º 2.763, a mesma se tornou Distrito e, na mesma ocasião, foi criado o povoado de Cardosos. Em 11 de Julho de 1895, a Paróquia Nossa Senhora do Bom Sucesso foi canonicamente instituída, sendo Padre Francisco de Paula Gastani, seu primeiro vigário. Em 1929 chegou a Urucânia a Ouropretana que era a Companhia Elétrica da Região. Urucânia naquela época era conhecida como “Pobre Menina Descalça”, não tinha ruas calçadas, nem clubes, nem rodoviária, nem praças. Havia um rádio e um telefone trazidos pelo senhor Leopoldino Januário Pereira.   Posteriormente com a chegada de usinas açucareiras em 1924 e o cultivo extensivo da cana-de-açúcar nas proximidades do povoado, este passou a chamar-se Urucânia. Em 31 de Maio de 1938 pelo decreto lei Nº 09 da Prefeitura de Ponte Nova, foi constituída a área urbana do distrito e em 30 de Dezembro de 1962, através do Decreto Lei Nº 2.764, o mesmo foi desmembrado do município de Ponte Nova. Com a emancipação político-administrativa, surge assim o município de Urucânia que foi solenemente instalado no dia 1º de Março de 1963, com a nomeação do primeiro administrador José Pinheiro Brandão. Ainda neste ano, no dia 1º de Setembro, acontece a eleição do Prefeito Municipal (Paulo Giardini) e a Câmara Municipal é composta pela primeira vez por nove vereadores.

Urucânia era assunto de destaque em todos os jornais, rádios e revistas de todo país até aproximadamente 1963 (ano da morte de Pe. Antônio). A origem das festividades de 27 de novembro surge com a comemoração da Medalha Milagrosa de Nossa Senhora das Graças, data em que milhares de fiéis recorrem ao Santuário onde estão depositados os restos mortais do Reverendo Padre Antônio Ribeiro Pinto.

Na agricultura, desde seus verdes anos, Urucânia sempre esteve ligada ao cultivo e beneficiamento da cana de açúcar. Ainda em 1925, a Usina Jatiboca foi instalada no município. Anos antes, chegava a produzir cerca de 2.825 (dois mil, oitocentos e vinte e cinco) sacas de açúcar. A produção era transportada em carros de boi até a estação ferroviária da Vila Bandeiras. Com o crescimento da usina, vários fatores contribuíram para que no início do ano de 1981, a produção de álcool combustível acontecesse. Durante um século a cana foi o principal fator de desenvolvimento da região. A usina Jatiboca, durante o apogeu, em escala cada vez crescente, chegou a produzir mais de 01 milhão de sacas de açúcar, gerando em torno de 3.000 empregos diretos e 16.000 indiretos. Foi de tal ordem a influência da cana, que toda atividade agrícola, em toda região, se voltava para sua produção. Foram os anos verdes do desenvolvimento regional. Ao tempo em que as atividades no campo expandiam os canaviais, Urucânia recebia inúmeras famílias vindas de outras cidades em busca de trabalho; fator esse responsável pelo crescimento populacional da cidade. O município se viu diante da impossibilidade de abrigar, em condições normais, todos os que a ele recorriam, causando um crescimento rápido e desordenado. O declínio da atividade agrícola não tardou a chegar, incitando uma verdadeira debandada de agricultores para a sede do município, para vilas e distrito de Bom Jesus do Cardosos. As grandes fazendas, em sua maioria, migraram para outras áreas de investimento e produção, visto que o declínio da atividade açucareira desencadeia-se em meio às turbulências de mercado globalizado. Surgem então investimentos na suinocultura comercial. Os então grandes canaviais também dão lugar à criação de gado, aos agronegócios, os quais juntamente com a produção de álcool e açúcar, fazem parte da economia local.

Foram eleitos como prefeito de Urucânia:

•    1963 a 1968 – Paulo Giardini.
•    1968 a 1970 – Manoel Mayrink Neto.
•    1971 a 1972 – Luiz Gonzaga Fontes.
•    1973 a 1976 – Manoel Mayrink Neto.
•    1977 a 1982 – Francisco Gomes Ribeiro.
•    1983 a 1988 – Maria da Glória Pinto Mayrink.
•    1989 a 1992 – Francisco Gomes Ribeiro.
•    1993 a 1996 – Danilo Henrique Mayrink.
•    1997 a 2000 – José João de Souza.
•    2001 a 2004 – Maria da Glória Pinto Mayrink.
•    2005 a 2008 – Sérgio Louro Rocha.
•    2009 a 2012 – José Estevan Mansur.
•    2013 a 2016 – Frederico Brum de Carvalho (em exercício).